quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PORTUGAL DE CARRO - DE SUL AO NORTE PASSANDO PELA GALICIA





No dia 24 de março de 2012, embarcamos para nossa primeira viajem a Europa, escolhemos iniciar por Portugal, pela facilidade da língua e pelas raízes genealógicas. O tempo de planejamento foi bem longo, quase seis meses dedicado a leitura de livros, roteiros de amigos e pesquisa na internet, bate papo com amigos que já tinham viajado, até definir um roteiro ideal. Neste período também fomos procurando um casal que estava disposto a entrar na aventura. Assim, fechamos com Elias e Maria Lucia. A preocupação sobre como seria a viagem em termos do grupo nunca existiu, somos amigos há muitos anos, Maria Lucia e Elias conheço desde a época de estudante em Ouro Preto e a afinidade sempre existiu.

Do Brasil alugamos o carro e reservamos alguns hotéis em pontos onde tínhamos a certeza que passaríamos, mais deixamos alguns dias sem marcação, o que não causou nenhum problema. O aluguel do carro compensa comentar, pois alugamos num preço muito bom, por indicação de um filho de uma portuguesa amiga da Maria Lucia e Elias. Trata-se de um site que reúne pequenas locadoras em alguns países na Europa, e com isso conseguem ter preços bem convidativos. Em um primeiro momento ficamos apreensivos, mais tudo deu certo e o preço ficou cerca de 50% mais barato do que uma “renta car.” de nome. O carro alugado, SKODA Fabia Brek, que nos atendeu muito bem http://www.direct2carrentals.com/

 Nossa viagem começou por Belo Horizonte num voo TAP partindo por volta das 23:00h, chegando a Lisboa 13:00h, de um domingo ensolarado de céu azul, pegamos o carro no aeroporto e seguimos a viagem para Évora onde dormimos duas noites.




Évora

Cidade Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, rodeada por muralhas e belos monumentos. Aqui se toma contato com monumentos construídos pelos romanos quando ocuparam esta parte de Portugal - templo romano de Évora ou Templo de Diana (deusa da caça) foi edificado no século III A.C. para homenagear o Imperador Romano César Augusto. Visita à Igreja de São Francisco, um dos últimos e imponentes edifícios da Dinastia Avis, conhecida pela mistura entre os estilos gótico e manuelino. Visita à Capela dos Ossos, situada na Igreja de São Francisco, conhecida pela famosa frase escrita à entrada "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos" (Eu hem, tô fora!!!).

Depois de um passeio descontraído pela Praça do Giraldo escolhemos o "Restaurante Vinhos e Nozdois" onde saboreamos um bacalhau de primeira linha (bacalhau mediterrâneo) outro prato tradicional da região é “Secretos de Porco Preto” (prato típico de Évora).  Pergunte para o Empregado de Mesa (lá não é garçom) como são criados os porcos pretos de Évora. Aqui tomamos vinhos Cartuxa e um Floral de Évora e nos hospedamos em um hotel da rede Íbis que fica bem localizado, bem próximo a uma das entradas da muralha.

Saímos de Évora pegando uma estrada que segue pelo Alentejo no rumo leste, o destino era a Serra da Estrela, onde a viagem reservava um dos encontros mais esperados, o famoso queijo da Serra da Estrela, melhor do mundo, com a cachaça fabricada pelo Elias, a melhor do Brasil. Antes, porém guardamos um tempo para conhecer Monsaraz, Arraiolos e Extremoz. 






Monsaraz
  Seguindo para a Serra da Estrela, procuramos seguir por estradas vicinais ou secundárias para conhecer os pequenos povoados que estão as margens destas estradas e que não se consegue ver circulando pelas autopistas.

Neste caminho, paramos para conhecer as árvores de onde se extrai a cortiça (Sobreira) muito comum no Alentejo, apreciar as cerejeiras que estavam floridas e  uma parada para um lanche numa plantação de Oliveira – foi um farofando no Alentejo(presunto cru, pães deliciosos e uma caixinha de vinho para quem não estava dirigindo).  Sobre a cortiça tivemos uma verdadeira aula no Porto, quando encontramos um sobrinho do Elias, João Marcos, que nos falou sobre a cortiça, “A extração da cortiça não é prejudicial à árvore, uma vez que esta volta a produzir nova camada de "casca" com idêntica espessura, a cada 8 - 10 anos, período após o qual é submetida a novo descortiçamento”.  




Manteigas

Cidadezinha cravada nas encostas da Serra da Estrela no vale Glaciar do Zêzere onde neva no inverno. Esta região possui uma beleza marcante, lá estão às maiores altitudes de Portugal, integrada no Parque Natural da Serra da Estrela, onde se pode apreciar neve, uma fauna e flora extraordinárias. Nosso trajeto seguiu pelo lado sudeste da serra passando por Covilhã, cidade que está localizada no pé da serra numa cota de aproximadamente 500 m, em relação ao nível do mar, a subida é rápida chegando a 1993 metros no Castelo. A cidade de Manteigas, onde nos hospedamos cota é 1500m. A natureza é exuberante onde os paredões de rochas graníticas formam um vale em forma de “U” muito característico de paisagem modelada pelo gelo. Outro detalhe que chamou a atenção foi um grande número de senhoras vestidas de preto, incluído véu e vestidos compridos, viúvas, de luto eterno. O  hotel que ficamos chama- se Hotel Albergaria Berne simples mais confortável, com proprietários simpaticos






Peso da Régua

Foi a parada seguinte, cidade encravada no vale do rio Douro, onde se produz os vinhos do porto, todo o vale é ocupado por videiras. Andando pela cidade conhecemos no museu do vinho do Porto uma exposição em homenagem a Dona Antônia Adelaide Ferreira uma lendária portuguesa que é um símbolo da marca Ferreira. Jantamos no restaurante “O MALEIRO”  como sempre escolhemos pela simpatia e boa prosa do proprietário, certamente correndo o olho pela cozinha, escolhemos um bacalhau assado com batatas ao murro. Nesta cidade hospedamos no Hotel Régua Douro localizado às margens do rio, tem bom café da manhã e quartos de boa qualidade.







Guimarães
A cidade é considerada o berço da Nação, região do Minho, onde se produz vinho Verde, terra do rei D. Afonso Henriques, de fato uma cidade muito charmosa, também é a origem da família do meu amor, que ficou encantada. Lá vale a pena visitar: o Largo do Toural, Largo do Franco, Palácio dos Duques de Bragança, Capela de São Miguel, o Castelo de Guimarães e passear pelo centro histórico. Em Guimarães conhecemos o famoso sanduiche Francesinha, cuja receita esta publicado neste blog.  Hospedamos-nos no Hotel Toural, bem no centro da cidade.







 Deixando Guimarães passamos por Braga, capital da região do Minho e centro religioso mais antigo do País. Estávamos na semana que antecede a semana santa e a cidade estava preparada para celebrar este momento religioso. Visitas ao Santuário do Bom Jesus, ao Castelo e Jardins de Santa Bárbara, à Catedral e ao centro histórico.







Seguimos neste dia para nosso destino que era pernoitar em Santiago de Compostela. Naquele dia o sol brilhava, e o céu de um azul fantástico, porém o vento dava uma sensação térmica de uns 10°C. Neste caminho paramos para um lanche em Ponte de Lima que fica no vale do rio Lima, a Ponte que empresta o nome a pequena cidade foi construída pelos romanos e desde a idade média constituía um dos pontos escolhidos pelos peregrinos que seguiam em direção a Santiago de Compostela.



Santiago de Compostela
Centro religioso de peregrinação desde o século IX, quando foi descoberto o túmulo do apóstolo São Tiago. A cidade nos surpreendeu, certamente vale a pena ficar pelo menos dois dias neste local, além da visitar à Catedral , ficar observando romeiros na chegada da peregrinação.  A noite guarda um movimento fantástico, os bares agitados, as pequenas bodegas tomadas por pessoas da cidade tomando vinho acompanhado de “tapas” muito saborosos.  A nossa peregrinação começou por uma pequena bodega "GATO PRETO”, regado ao vinho da casa, armazenado em barris de carvalho e terminou em cerveja, já na madrugada,  num bar mais agitado, no calçadão que circunda a parte mais antiga da cidade, começa a escurecer muito tarde, após às 21:00 horas, o que nos faz perder a noção do tempo. Hospedamos no Hotel Herradura, nada de muito luxo, mas bem aconchegante e um café da manhã bem gostoso. Detalhe: reserve um tempo para andar pelo mercado da cidade.












No retorno a Portugal com parada em Pontevedra e Vigo na Espanha, e Caminha em Portugal,  até chegar ao nosso destino, Cidade do Porto.
Porto
Na cidade do Porto ficamos três dias, de fato não curti a cidade como queria, pois o frio, o clima seco e os polens do início da primavera impuseram uma bela crise de renite alérgica que me deixou amoado. Mesmo assim iniciamos nosso passeio fazendo um city tour com a Carristur (http://www.carristur.pt/turismo/pt/2), visita panorâmica pelo centro histórico da Cidade do Porto, conhecendo os seus mais belos monumentos e a sua história. Passamos depois para a Zona da Boavista, a Casa da Música e, mais à frente, os belos jardins de Serralves, com a arquitetura do Museu de Arte Contemporânea. O passeio continua pelas bonitas praias junto à Foz do Douro e pela marginal ribeirinha, onde pode ser visitado o Museu do Carro Eléctrico.

No dia seguinte, era um domingo de abril, e fomos visitar o sobrinho do Elias que nos recebeu nos oferecendo um belo almoço regado a bacalhau na brasa e vinho da região do Alentejo depois do almoço saímos, tendo o João Marcos como guia que nos levou a uma praia, Espinho, onde paramos para um café no calçadão da orla.

No ultimo dia que ficamos no Porto, fizemos um passeio de barco pelo rio Douro e depois atravessamos o rio até Vila Nova de Gaia, onde visitamos uma cave para provar o famoso Vinho do Porto.  Uma boa pedida é sentar num restaurante no calçadão a beira do Douro, na caída da tarde quando as luzes da cidade começam a acender, apreciando a chegada da lua e degustando um vinho da casa, acompanhado de bolinhos de bacalhau.








Aveiro
Saímos do Porto pela estrada que vai paralela ao mar e fomos até São Jacinto onde existe uma travessia de balsa para Aveiro. Paramos, demos uma volta na cidade e resolvemos almoçar, uma grata surpresa, um pequeno restaurante servindo frutos do mar que nos proporcionou uma bela refeição. Chegamos a Aveiro no meio da tarde e nos  hospedamos no Hotel Aveiro Palace, nota dez, uma vista fantástica para os canais da cidade que também é conhecida como a “Veneza Portuguesa”.  A cidade merece ser visita. Comemos o famoso doce de “ovos moles”, não gostamos, é meio enjoativo, passeamos pelos canais nos barcos que imitam gôndolas.












Coimbra passando por Mealhada

No caminho de Coimbra uma das coincidências da viagem, encontramos por acaso o restaurante que saímos do Brasil como indicação. A cidade de Malheada, tem como “Leitão a Barrada” como o iguaria tradicional.  Porém queríamos encontrar um restaurante que o Elias teve a indicação, ainda no Brasil, registre-se que falava regularmente todos os dias desde o inicio da viagem, porém não sabíamos a localização e lá encontramos o”Pedro dos Leitões”, um restaurante que serve o leitão assado na brasa e você compra no quilo, comemos um quilo e meio e estava muito bom, a indicação valeu.

Em Coimbra visitamos a Universidade fundada em  1290, a biblioteca,  passamos pelo aqueduto e andamos, sob um vento muito frio, por suas ruas estreitas, pátios, escadinhas, arcos medievais e pelas Igrejas da Sé Velha e Nova. Encontramos um grupo de estudantes com suas tradicionais becas e jantamos no “Restaurante Taberninha”. O proprietário Sr. Armando é de uma simpatia a toda prova, logo que chegamos se prontificou a nos servir bolinhos de bacalhau dizendo, que brasileiros gostam de bolinhos quentes, fritos na hora e assim o fez.








 Fátima
O dia seguinte foi de fé, fomos a Fátima no Santuário um tempo para agradecer a Nossa senhora pela viagem, pelos amigos e inimigos, pela paz, enfim agradecer pela vida.




Óbidos
Chegamos a Óbidos, numa tarde que caia uma leve garoa, minha alergia deu trégua e consegui curtir uma bela cidadela, erguida no século XIV, cercada por muralha, um charme todo especial. Ficamos hospedados no Hotel Real D ‘ Óbidos que é decorado com peças medievais, além de que os empregados apresentam-se vestidos a caráter. Na parte interna da muralha , andamos pelos becos, entramos em cafés, bares, tomamos um licor regional “Licor de Ginja”. Na porta da Vila belos azulejos e uma capela-oratório com a inscrição “A virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original”. Terminamos a noite no salão do hotel acompanhada de mais uma garrafa vinho, queijos e presuntos crus.





Batalha

Neste mesmo dia seguimos poucos quilômetros e paramos na cidade de Batalha. O mosteiro da Batalha, construído pelos dominicanos, maravilhoso esculpido em arenito compacto, formando um conjunto arquitetônico gótico ou manuelino fantástico. Como já era por volta das 14:00 h resolvemos procurar um lugar para almoçar. Paramos em frente ao “Restaurante Vitória”, desconfiados, como todo mineiro, observamos, espiamos e resolvemos entrar – mais uma das gratas surpresas positivas, na simplicidade do prédio a delicia da comida e um vinho da casa dos melhores.






Lisboa
O fim da viagem foi em Lisboa, onde ficamos 4 dias, nos hospedamos em um Hotel da rede Sana, como era semana santa a cidade estava lotada. Mesmo assim foi possível apreciar a arquitetura de uma cidade que impressiona: o belo prédio do mosteiro dos Jerônimos, sem entrar, pois a fila estava muito grande, beber um vinho no Chiado junto da estátua de Fernando Pessoa, jantar na Lisboa Alta ouvindo um belo Fado, andar pela Rua do Comercio, Rua Augusta, subir no elevador Santa Justa e pela Praça do Rossio, comendo doces e pasteis portugueses. Visitar a Catedral,  o Castelo de São Jorge e a Igreja de Santo Antônio (casa onde ele nasceu).

Em seguida visitamos: o Museu do Azulejo e o Oceanário (vale a pena visitar, um aquário maravilhoso), andamos pela Cidade Alta, Alfama, Chiado, a bica do sapato que fica perto das docas, passamos pela cafeteria "A Brasileira" local preferido do poeta Fernando Pessoa, almoçamos na cervejaria Trindade e fomos a duas casas noturnas para ouvir o Fado, a melhor foi “ Guitarras de Lisboa”, localizada no bairro da Alfama, no beco do Melo, uma casa muito agradável tocando um fado mais descontraído, também vale a pena sair à procura de lugares que tocam o “fado vadio” é menos formal e mais gostoso de ouvir. 
Aproveitamos um dia e fomos de trem (comboio) a Sintra, bem perto de Lisboa e uma cidade bem agradável, com Castelos maravilhosos.
Mais um lembrete não se esqueça de passar pelos correios para pagar  os pedágios que registram em meio eletrônico basta a placa do veiculo.









FIM de uma bela viagem















sexta-feira, 10 de agosto de 2012

BODAS DE DIAMANTE E BOLO NA TAÇA




 
No dia 20 de julho de 2012, meus pais comemoraram 60 anos de casados.
Não consigo expressar em palavras o amor e carinho que tenho pelo Sr. Hélio e Dona Doca.  
Meu poeta favorito e neto do casal colocou em versos a nossa homenagem:

                                                        Bodas de diamantes

Primeiro nos fizemos puros
 e sonhamos juntos
 um amanhã melhor.

Depois nos fizemos amantes
 e unimos sinceros
 trapos, carne e espíritos.

 Logo nos fizemos pais
 no rigor da educação
construímos caráteres.

De repente nos vimos avós
 e novamente o amor transbordou
 livre de obrigações.

Chegamos a bisavós
 certos de termos feito
 todo o caminho com ternura.

E nos encontramos colhendo
 as flores que semeamos
 e os espinhos que pisamos pelo caminho.

Mas as marcas que trazemos
 são diamantes de uma luz serena
 são a certeza de que tudo valeu a pena.

Depois de uma bela celebração na igreja fizemos uma confraternização em família e minha querida irmã Mara se superou, fez um bolo que além de muito bom tem uma apresentação fantástica. Segue a receita:





PARA O BOLO
4 ovos
2 copos de açúcar (copo americano ou requeijão)
2 copos farinha de trigo 
1 copo e 1/2 de leite (fervendo)
1 pitada de sal 
1 colher de fermento em pó

MODO DE FAZER:
Bater as claras em neve, acrescentar as  gemas e o açúcar até a textura de creme.
Adicionar a farinha, uma pitada de sal, o leite fervendo e por ultimo o fermento em pó.
Coloque para assar e deixe o bolo esfriar.

Molhar o bolo com esta calda:
1 vidro de leite coco
a mesma medida de leite, 1 colher (sopa rasa) açúcar
Reserve.

CREME:
1 lata de leite condensado
2 latas de leite
2 gemas
1 colher de margarina
1 colher e 1/2 de maisena
Leve ao fogo e deixe engrossar.

CREME DE CHOCOLATE:
Derreter uma barra de chocolate meio amargo com uma lata de creme de leite

CHANTILLY

Com tudo preparado comece a montar, para isso escolha uma taça grande.

Para a montagem, primeiro escolha algumas frutas de sua preferência, neste bolo foi colocado kiwi, morango e pêssego, corte em rodelas finas.

Passe chantilly em toda a taça e coloque as frutas.

Corte o bolo ao meio e depois em tiras e vá montando
Vá fazendo camadas.
Colocar o creme,  o bolo, o creme, o chocolate derretido.
Cobrir com chantilly e decorar com frutas
Levar a geladeira.
Ele fica bem molhadinho e deliciosooooooooooooooooooooooooooooooooooo






segunda-feira, 16 de julho de 2012

SOPA DE BETERRABA – “BORSCHT” OU “BORCHE




Nos dias de inverno a sopa tem todo o seu charme, os jantares ficam mais aconchegantes, pode ter certeza uma sopa bem quentinha aquece o corpo e a alma. No caminho de casa nesta segunda feira, 16 de julho, me veio no pensamento fazer uma sopa que meu amigo Sinésio passou a receita há uns anos atrás, porém como a receita não foi anotada a sopa de hoje foi no improviso e ficou muito boa, pena que numa segunda feira, precisamos evitar o álcool, senão era um bom motivo para um vinho ou mesmo uma cachaça.

Esta sopa também pode ser chamada de “Borscht” ou “Borche” sendo originária da Ucrânia e Rússia. Assim, esta receita vai ter que passar pelo crivo do meu amigo Litrão, legítimo descente das terras geladas da Ucrânia, que hoje mora no calor da  bela Aracaju.

INGREDIENTES PARA 4 PESSOAS

2 beterrabas grandes

1 inhame médio ( este foi no improvido estava fazendo aniversário na geladeira)

1 cebola grande

2 colheres de manteiga ou azeite

2 dentes de alho1 colher de café de açúcar

500 gramas de músculo bovino

2 colheres de suco de limão

Sal e pimenta do reino a gosto


 COMO PREPARAR

Numa panela de pressão aqueça uma (1) colher de manteiga com um pouquinho de azeite e frite metade da cebola e o alho, picados

Adicione a carne e deixe dar uma fritada. Em seguida, coloque água e deixe cozinha por uns 20 minutos, ou até carne ficar bem macia e ainda com uma quantidade de caldo, desligue e reserve.

Numa outra panela derreta mais uma colher de manteiga, refogue a outra metade da cebola o inhame e a beterraba por mais ou menos 10 minutos. Acrescente o açúcar, a carne cozida com o seu caldo. Reduza o fogo e deixe cozinhar até que os legumes estejam bem macios.

Em seguida passe todo o cozido para o liquidificador com o caldo de limão, sal e pimenta do reino, pode colocar uma pimenta também.

Na hora de servir misture o creme de leite fazendo alguns desenhos sobre o prato.

Pode ter certeza, é uma delicia de sopa e o prato fica bonito, onde o vermelho da beterraba com o branco do creme de leite.

Para finalizar deixo uma poesia do meu poeta favorito que também se aventura pelos fogões:



Mitologia Brasileira

Cozinhar Deuses em fogão à lenha
Deixa-los esfriar à beira-mar
À sombra de uma nau portuguesa
Soca-los no pilão da história
Na lenta batida de um tambor africano
Salpicar tristeza

A tristeza é essencial para realçar
A alegria teimosa de ser brasileiro
Malicia, tempero, malandragem
E haja cerveja
E haja mulata
E chega de escrever...




sábado, 14 de julho de 2012

Panquecas da Dona Tereza




                       
   Na foto Dona Tereza - Especialista em panquecas

Panquecas é um prato de fácil preparo e que normalmente agrada a gregos, troianos e os amigos que recebe naqueles dias que voce esta afim da prosa do que do fogão. Ou seja é um prato, que pode-se montar e deixar para levar ao forno na hora de servir.
 A minha sogra, Dona Tereza, faz uma muito boa. Esta receita vai dar umas 20 panquecas pode-se reduzi54r
Ingredientes
2 copo de leite
2 ovo
2 copo de farinha de trigo
1 pitada de sal

MODO DE PREPARO
Bata os ingredientes no liquidificador
Pré aqueça uma frigideira de teflon com uma colherinha de óleo
Coloque a massa na frigideira com o auxílio de uma concha
Deixe os "discos" fritarem até que a borda obtenha uma cor dourada.
Vire os "discos e doure do outro lado;


Agora é só rechear cada um dos discos ao seu gosto (carne, queijo e presunto, frango, frango defumado já experimentei e ficou muito bom, etc). Enrole cada um dos discos formando as panquecas, ajeite numa forma refratária,. Quando todas as panquecas estiverem no refratário, deite o molho de tomate, polvilhe com queijo (paremesão ou muçarela) e leve ao forno pouco antes de servir só para aquecer.

Muito bom e bem rápido de se fazer.












domingo, 1 de julho de 2012

LAGARTO RECHEADO NUM DOMINGO DE INVERNO




Domingo é sempre um dia especial para reunir amigos e amigas para uma boa prosa, boa comilança regada ao que de vier a cada grau etílico novas histórias vem à mesa. Aproveitando o São João, juntamos uma roda de amigos e amigas para testar um prato. A principio o menu escolhido foi: lagarto recheado acompanhado com um rondelle a quatro queijos  e a sobremesa um creme de morango.

Porém, um dos convidados o Grande Amigo Samuel, apodo Carioca desde os tempos que nos conhecemos na Paleocap dos mineiros. Samuel esta cursando gastronomia com isso chegou e deu uma alterou o menu, o molho do rondelli, que era um molho de tomate, se transformou num bechamel e olha a classe do futuro Chef brilhou. Mais o Chef é um tanto tímido, ainda bem que tem a Nilza como  companheira que vai nos alimentando de informação e com isso vamos cutucando e o chef vai se soltando. De fato Nilza e uma grande companheira daquelas que se pode afirmar que “Ao lado de um grande homem necessariamente existe uma grande mulher.


LAGARTO RECHEADO
Ingredientes
1 peça de lagarto com aproximadamente 1 kg
1 colher (cha) de orégano
1 xicara (cha) de vinho tinto seco
½ xícara (chá) de vinagre
2 dentes de alho picados
1 colher (sopa) de sal
1 xícara (cha) de tomate seco picado
1 maço de rúcula lavado e picado
1 xícara (chá) de queijo muçarela ralado
3 colheres (sopa) de óleo
3 xícaras (chá) de água
Cheiro verde picado e tomate-cereja para decorar

Preparo:
Com uma faca, corte a carne pela lateral formando uma manta. Tempere com o orégano, o vinho, o vinagre, o alho e o sal. Deixe descansar por 30 minutos na geladeira. Abra a carne e recheie com o tomate seco, a rúcula e o queijo. Enrole como rocambole e amarre com barbante culinário como não tinha foi amarrado com fio dental. Em uma panela de pressão em fogo médio aqueça o óleo e frite a carne até que doure. Adicione a água, tampe a panela e cozinhe por 30 minutos, após iniciada a pressão. Espere a pressão sair naturalmente e abra a panela. Deixe descansar por 5 minutos, decore com cheiro verde e tomate cereja.

RONDELLI
Ingredientes;
3 xícaras (chá) de queijo muçarela ralada
1 xícara (chá) de queijo provolone ralado
5 colheres (sopa) de quejo gorgonzola amassado
1 copo de requeijão
1 pacote de massa para lasanha pré-cozida
Fatias de presunto
Queijo parmesão ralado e manjericão para polvilhar


Molho Bechamel
1 litro de leite fervido aromatizado com uma cebola, folha de louro, cravo e pimenta do reino ficandos na cebola.
2 colheres (sopa)  de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
Sal
Palmito
Derreta a manteiga e coloque a farinha de trigo, depois coloque o leite aromatizado coado e deixe engrossar, complete com os palmitos.

Preparo:
Em uma vasilha misture os queijos. Sobre as fatias de massa coloque uma fatia de presunto os queijos misturados e enrole como rocambole. Corte em fatias de aproximadamente 3 cm e coloque em um refratário. Cubra com o molho bechamel e leve ao forno médio preaquecido para cozinhar a massa, coloque folhas de manjericão para enfeitar. 
OBS: para esta receita foi feito metade molho bechamel e metade molho vermelho.


CREME DE MORANGO
Ingredientes:
6 xícaras (chá) morangos picados
1 ½  xícara (chá) de agua
1 caixa de gelatina em pó sabor morango
1 lata de leite condensado
2 caixinhas de creme de leite
Morangos e folhas de hortelã para decorar
Preparo:
Em uma panela coloque os morangos, a água e leve ao fogo médio até que levante fervura. Retire do fogo e bata no liquidificador com a gelatina, o leite condensado e o creme de leite. Em uma taça coloque o creme de morango, leve a geladeira. Na hora de servir decore com com morangos e folhas de hortelã.